sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O tempo passou

Meus heróis, sou o que sou graças a eles - Meu primeiro aniversário

   Segundo Cazuza o tempo não para. Isso é a mais pura verdade, ele é implacável e é o bem mais precioso que temos. Ele passa para o preto, para branco, para o rico, para o pobre, para o velho e para novo, ninguém escapa das garras do tempo e como qualquer mortal, eu não fugi a essa regra. Hoje, no quinquagésimo sétimo dia do calendário gregoriano, no dia em que se comemora a aprovação da bandeira do Daguestão (uma divisão federal da Rússia), isso mesmo meus caros amigos, no dia 26 de Fevereiro eu completo mais uma primavera.
  Fazendo minhas palavras as de minha mãe, parece que foi ontem que nasci, mas na verdade já se passaram quase duas décadas, 19 anos que um cesariano gordinho, o qual com o tempo afinou-se, deu o ar de sua graça no planeta terra, que como todo homem está seguindo as leis do tempo e da vida: Nascer, Crescer, reproduzir e morrer, ainda não cheguei às duas últimas etapas mas pretendo.
Meu segundo aniversário
    Não me lembro dos primeiros anos, mas sei que foram bons enquanto duraram, sem preocupação, sem ter que acordar cedo, sem faculdade, preocupando-se apenas se, quando chegasse em casa, minha mãe não iria me bater por causa da roupa suja de lama, hoje, porém, como diz minha querida mãe: Virei homem, e como sinto falta daquele época,  só lembranças que, a cada velinha apagada, surgem a tona causando imensa saudades e vontade de viver tudo aquilo de novo
   Pois é, o tempo passou e segundo Sócrates não temos nada a comemorar no nosso aniversário, pois a cada dia que passa estamos mais perto da morte, mas como não sou nenhum Platão para reproduzir seus pensamentos, convido a todos a comemorar a vida, o privilégio de ainda habitarmos esse mundo e por isso, agradeço a Deus por mais um ano, e me desejo mais felicidades, saúde, sucesso e que os meus sonhos possam ser realizados. A mim, Parabéns, aos amigos e leitores, obrigado por fazerem parte da minha vida



DESCULPEM-ME O GRANDE TEMPO SEM POSTAGEM MAS ESTOU SEM INTERNET TEMPORARIAMENTE, ABRAÇOS

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ah, sem você...


   Acabou, mas foi bom enquanto durou, agora só restam saudades, saudades imensas. Foram meses inesquecíveis, tempos que as horas passavam como ventos velozes no outono. Se eu pudesse, vivia contigo pelo resto da minha vida, assim, com essa rotina única sem nada a fazer, vivendo só por você. Pois é, ela está indo, está me deixando, mas prometeu voltar e eu estarei de braços aberto para recebê-la novamente. Férias, Jamais te esquecerei. Isso mesmo, a mordomia acabou, a rotina está de volta: Levantar aos gritos do galo, pegar ônibus lotado, ir a faculdade pagar matérias pedagógicas; as regalias estão com dias contados, tudo isso porque você está indo embora.
    Vocês pensaram o que?Hum, Há nove anos que eu não tinha férias regulares, tudo isso por causa das greves que enfrentei no ensino fundamental e médio, por isso que quando a mesma veio me apeguei tanto a ela. Certo que a rotina da faculdade: amigos, trabalhos, risadas fazem falta, mas nada comparado aos deleites que ela (férias, claro) me proporciona.
 As postagens já não são tão frequentes, e com o início das aulas creio que serão mais escassas ainda, mas em contrapartida as inspirações serão maiores, pois sairei da rotina casa-trabalho trabalho-casa. O problema é conseguir disposição suficiente para passar as idéias para o blog. Esforçar-me-ei, pois são por vocês, meus queridos leitores e seguidores, que escrevo e mantenho esse humilde blog.
  Enfim, dizem que tudo tem o fim, nada é eterno, mas como bom seria que férias fosse pra sempre, mas julho já está chegando é não vejo a hora de te ter de volta, reproduzir tudo aquilo que passamos juntos nesses poucos meses. Pois é só pensar em você que muda o dia.

TE AMO LEAOZINHO

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Tamo aê muleke"


    Uma das mais antigas civilações humanas parece que está começando a sair da tumba, tentando se livrar das tiranas amarras que os prendiam durante anos. Os egípcios, povo que luta pela queda do atual governo, cansaram do atual presidente que está no poder há 30 anos e que já planejava colocar seu filho como seu sucessor a presidência. As manifestações contra Mubarak (atual presidente egípcio) são inspiradas nas que derrubaram do poder o déspota  da vizinha Tunísia, o qual estava no poder há 23 anos.
    A população egípcia, em sua maioria, é composta por jovens estudantes que não têm perspectiva futura nenhuma, pois os índices de desempregos e criminalidade são uma crescente naquele país, por isso é comum encontrar Jovens universitários revolucionários insatisfeitos com as mazelas de sua nação comandando toda essa revolta. Pois é, isso prova mais uma vez que estudantes têm sim parafusos a menos, mas é graças a essa carência de parafusos que hoje, por exemplo, as mulheres votam, que vivemos em “plena” democracia que Collor saiu do poder, enfim não brinquem conosco. Ah estudantes, sempre na vanguarda das manifestações. Lembro que quando cursava o ensino fundamental em uma escola pública da minha cidade, era sagrado todo ano ter no mínimo uma greve. Naquela época ano letivo sem greve era como Romeu sem Julieta. Com toda sinceridade, eu achava o máximo, passava meses em casa sem fazer nada ligado no noticiário para ver quando íamos retornar às aulas, mas hoje eu sei o quanto as paralisações são prejudiciais aos alunos. Mas antes de qualquer greve, os professores obrigavam convocavam todos os alunos a irem às ruas juntos com eles para reivindicar por aumento de salário. Conheci professores que chegavam a dar pontos aos alunos que fossem para as passeatas. Os alunos se pintavam, desfilavam horas e horas pela cidade  com apitos na boca e faixas nas mãos, para muitos eram uma folia (faziam de tudo para nãos assistir aula). Não era nenhuma “diretas-já”, mas conseguíamos chamar a atenção de todos. Eu só fui uma vez, pra mais nunca. Quando fui, eu e outros colegas de sala saímos na capa do jornal como o seguinte título: ESTUDANTES DA ESCOLA AURINO MACIEL PROTESTAM A FAVOR DO AUMENTO DE SÁLARIOS DOS PROFESSORES. Até hoje não entendo essa reportagem, na minha opinião, deveria ser assim: PROFESSORES COM VERGONHA DE APARECER NOS JORNAIS COLOCAM SEUS QUERIDOS ALUNOS PARA REIVINDICAR A FAVOR DO AUMENTO DOS PRÓPIOS SÁLARIOS.
     Portanto, pode ser por uma democracia, ou por aumentos de salários, com armas ou com apitos, pacífica ou não, os estudantes estarão lá em qualquer manifestação. Só não contem comigo, estarei aqui torcendo por vocês.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pra que isso tudo?

   Quem entra em uma universidade a primeira coisa que faz é se preocupar com o futuro e planejá-lo.  È inevitável. Talvez o mundo acadêmico nos faça lembra que o amanhã, mais cedo ou mais tarde, tornar-se-á o hoje. A dúvida nos aflige: “Será que isso que eu quero”?.” Será que esse diploma valerá alguma coisa no atual mercado”?. No meu caso, a primeira pergunta não me ronda porque o meu curso é realmente o que eu quero, já a segunda... Bom deixemos para lá. Mais para não fugir a regra dos calouros, planejei que assim que acabasse minha graduação, faria mestrado e consequentemente um doutorado. Como tudo isso fosse tão fácil assim. Mas o tempo passou, nem tanto, mais suficientemente para a realidade me sobrevir e eu decidir que no momento o que mais quero é sair de lá vivo e com o mero diploma de graduado. No entanto não desisti do meu pequeno sonho de ser um futuro doutor em química. Vai ser difícil, mas eu adoro desafios. Logo, a postagem de hoje será sobre um e-mail super engraçado, o qual me gerou a seguinte pergunta: “Pra que títulos? Se a felicidade e o maior conteúdo está nas coisas simples da vida!. Então, lá vai:
QUANDO SE TEM DOUTORADO

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e  da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758),  isento de qualquer outro tipo  de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões   e  arestas   retilíneas,  os quais configuram pirâmides truncadas de base oblonga e  pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzido nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera  (Linneu, 1758) . No entanto, é possível   comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas  dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.
 

QUANDO SE TEM MESTRADO


A sacarose extraída da cana de açúcar , a qual ainda não tenha passado  pelo processo de purificação e refino  e apresentando- se sob a forma de  pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona  agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a  uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO


O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal tem  similaridade com o sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO


Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL


Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO


Rapadura é doce, mas não é mole, não

sábado, 29 de janeiro de 2011

Alô alô marciano


  Nada pode ser rotulado como verdadeiro ou falso através apenas da suposição. Para a ciência, nada pode tornar-se fato antes que provem a sua veracidade, ou mito antes que provem a sua falsidade. Com isso, uma das muitas perguntas que não cala os curiosos e há anos perturba a mente humana é: Será que há vida em Marte?. A NASA anunciou que está preparando uma missão ao planeta vermelho que inclui passageiros humanos, mas que tal não deverá ocorrer antes de 2031. A agência espacial norte amercana estima que serão gasto mais de meio bilhão de doláres com essa viagem. Apesar de tanto gasto, o homem espera que mais uma pertinente interrogação seja eliminada. Mas se houver vida em Marte? Como seríamos recebidos?
   Amigos marcianos, aí vai um conselho: se um dia fomos aí, fechem as portas de sua residência, não nos receba. Somos seres que nenhuma galáxia queria ter como moradores. Só pra vocês terem uma ideia, mal podemos organizar a bagunça de nossa casa. Somos inconsequentes, ingratos, estamos quase dando um fim ao nosso lar, lar esse que por milhões de anos nos abriga, nos acolhe, nos alimenta. Ah se vocês soubessem quem mora ao vosso lado.
   O egoísmo nos domina, somos capazes de investir bilhões em algo que apenas saciará a nossa curiosidade, ao invés de direcionar todo esse tempo e dinheiro naqueles que morrem toda dia graças a miséria e a fome. Matamos e morremos para alcançar o poder. Digladiamo-nos com o pretexto irônico de manter a paz. Amamos, mas não perdoamos. Orgulhosos, não valorizamos o que realmente importa nessa curta estadia na terra. Amigos verdinhos, somos insuportáveis.
    Somos ingratos com aquele que nos criou que nos formou que nos ama. Esquecemos que sem ele nada somos. Preferimos duas horas de filme a dois capítulos da bíblia. Queridos vizinhos, somos uma bomba-relógio capaz de se autodestruir, não queira contaminar-se conosco. E se um dia vocês planejaram nos visitar, fizerem bem em não vir, não há nada mais perigoso e assustador que os terráqueos.


"Oremos para que a raça humana jamais escape da terra para espalhar sua iniquidade em outros lugares"
-C. S. Lewis

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vida dos deuses

   Meu caro leitor, você já pensou ingressar em uma empresa ocupando o maior cargo possível o qual não exige experiência nenhuma, muito menos curso superior, ganhando 20 mil reais, com um contrato que dura no mínimo quatro anos, podendo ser prolongando por mais quatro, e ao fim desse prazo você pode se aposentar ganhando a simples bagatela de 15 mil reais pelo resto de sua vida? Você pode achar que eu estou brincando, pois que empresa brasileira seria capaz de oferece tamanhas mordomias?No entanto, é por vivermos nesse país verde amarelo que nos deparamos com tamanhas injustiças.
     Sucede-se que a constituição distrital de alguns estados brasileiros aprovou leis garantindo o pagamento de aposentadorias vitalícias - que chegam a 20 mil reais - para ex-governadores, independentemente de quanto tempo eles fiquem no poder, ou seja, acham pouco o que “ganharam” e ainda querem mais.
   Existe político que recebe pensão dobrada só porque governou dois estados diferentes. Existem casos em que filhas, viúvas, parentes de ex-governadores também usufruem desse direito dado pela constituição. E o mais absurdo: há ainda um ex- governador do Mato grosso que ficou 10 dias no poder e, segundo a lei, já é digno de receber 20 mil reais por toda sua vida. Já outra lei semelhante garante a tetraneta do Tiradentes uma pensão especial (ah, eu sou “escanchaneto” do Nero, também quero)
  Enfim, nós, “pobres mortais”, se quisermos um dia repousa tranquilamente, somos obrigados a trabalhar uma vida toda, pagando intermináveis impostos e contribuindo por 35 anos a previdência. Enquanto os “deuses” se divertem com os seus poderes, e quando os poderes acabam,  os celestiais têm todo o direito de descansar no "monte Olimpo" as nossas custas

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O grande dia

  Hoje foi o grande dia. Dia em que algumas centenas de seres humanos concorrentes a uma vaga na universidade Federal de Alagoas sentiram uma emoção única: Ver seu nome entre os aprovados no vestibular. Realmente é um sentimento ímpar, singular. Tudo isso não é à toa, pois, quem nunca afirmou quando criança (eu mesmo): “MÃE QUANDO EU CRESCER QUERO SER MÉDICO”.  São anos e anos de excessivos esforços na escola, em casa, no cursinho, para que o primeiro passo para a realização desse sonho possa ser dado.  Confesso: tudo isso não é fácil.
   A aprovação suada e merecida deve sim ser comemorada. Se você foi aprovado, grite ,chute o cachorro, ligue para aquele amigo que disse que você não iria passar e berre em alto e bom som: PASSEI MANÉ!!!, mande fazer uma faixa lhe parabenizando e coloque no alto de sua rua. Enfim, extravase, você merece.
   Aos que passaram, meus parabéns. Aos que esse ano não deu, não desistam, tentem outra vez. Portanto, lembro que há exatamente um ano tive o privilégio de estar entre os aprovado no vestibular, (coitado do cachorro, chutei mesmo)  no entanto, comemorei mais quando passei pro segundo período que quando fui aprovado. Então, aí vai o conselho: se entrou, comemore muito, para permanecer, reze,ore bastante e ao sair, comemore mais ainda

Internet

  Chegando eu hoje do meu trabalho, fui, por inércia, diretamente ao computador. “Fazer o que?" Oras, como fazer o que! Fui ver quem tava online, responder recados, visitar o twiter enfim, seguir meu rotineiro costume. Iria, se não fosse a “farrapagem” da Velox, me deixando, momentaneamente, sem internet por motivos os quais não sei. De certo modo e sem exageros, fiquei intrigado, pois isso raramente me acontece e também por ter quebrado um hábito comum a todos que têm seus perfis na internet.  Mas, depois de certo tempo de reflexão, me indignei mais ainda, pois como pode nos tornamos tão dependentes à rede mundial de computadores?
   Minha simples teoria é que nesse submundo deixamos de ser meras criaturas e nos tornamos grandes criadores. È na internet que criamos novas personalidades, personagens baseados em nos mesmo que são, na maioria das vezes, um eu exageradamente maquiado. Às vezes somos “mais”: Mais simpáticos, mais românticos, mais emotivos, ou até mesmo “menos”: Menos tímidos, menos feios. Por fim, Raramente somos o que somos. Mais isso, em alguns momentos, não é ruim, pelo contrário, preenche algumas lacunas de nossas vidas, nos ajuda a esquecer os grandes problemas do nosso verdadeiro mundo que não nos permite tais liberdades. 
    Talvez a sua exorbitante velocidade também seja a causa de tamanho fascínio. Em segundos, podemos percorrer o mundo: conhecer pessoas do Cazaquistão, visitar a Wall street, fazer compra na Chanzelizer, tudo em tempo real, sem sairmos do aconchego da poltrona. 
    Mais tudo em exagero é pecado. Hoje, dependência anormal de novas tecnologias (games, eletrônicos e internet) já é considerada uma doença. Creio que não me encaixo no perfil dos afetados por essa patologia, mas, é sempre bom apreciar com moderação.  

sábado, 15 de janeiro de 2011

Hasta la vista baby

     Nesse quase um mês de postagens, prometi a mim mesmo que meu humlide blog não seria uma autobiografia, onde falaria da minha vida, do meu cotidiano, Porém, como já fugi a essa regra mais de uma vez, quebrá-la-ei novamente. Sem mais delongas, estou de férias da universidade e todos sabem que esse é um momento “relax”, onde, por exemplo, dormimos tarde e acordamos na hora do almoço. Nesse período, internet é a “nossa” maior ocupação, mas quando o barulhinho do MSN nos enjoa, não suportamos mais os recados coletivos do Orkut e nem conseguimos mais traduzir para o português os tópicos do Twiter, aí sim, iremos procurar algo útil a fazer: ler livros, organizar o guarda roupa, e no meu caso, “tomar vacinas atrasadas”. Sim meus caros colegas, nesta quinta-feira, fui me prevenir contra o tétano, ou melhor, remediar, pois essa vacina era pra ser tomada há quatro anos e toda essa demora quase me custou um dedo graças a um corte.
    Quem conhece minha mãe sabe que uma de suas qualidades é a sinceridade e por estar, neste dia, momentaneamente desocupado, ela me animou a ir ao posto de saúde com as seguintes palavras: MOISÉS, AGORA VOCÉ QUER PERDE A MÃO É? VÁ TOMAR A BENDITA VACINA MEU FILHO. Quem não se entusiasmaria com essas belas palavras? Pois elas invadiram meu ser. Encorajou-me. Faria-me enfrentar agulhas de qualquer tamanho e espessura, apesar de não ter medo de agulha. Então, lá fui eu, pensando com os meus botões: QUE DESCULPA DAREI A ENFERMEIRA? AFINAL, SÃO QUATROS ANOS DE ATRASO. Enfim, quando dei por mim já estava na sala de aplicações e como não sei mentir, o jeito foi justificar a previsível pergunta de toda essa demora com: MOÇA, É QUE EU ESQUECI. Imediatamente ela fitou seus olhos nos meus, sorriu e disse: PELO MENOS VOCÊ VEIO QUERIDO. Essas palavras foram como uma anestesia, que me deixou insensível aos latejos da antitetânica. Com toda sinceridade, eu esperava um sermão do tipo: VOCÊ É DOIDO MEU FILHO, QUER MORRER DE UM TÉTANO É? Mais não, aquela simpaticíssima moça entendeu que eu, como todo brasileiro nato, deixo tudo para a última hora.
  Por fim, me imunizei e a próxima dose ficou marcada para janeiro de 2021. Se me perguntarem se eu estarei lá daqui a dez anos, responderei com as mesmas palavras que dei áquela moça quando nos despedimos: SIM, EU VOLTAREI.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eu já vi esse filme antes

   Um roteiro indesejado, um paraíso como cenário e
personagens que fariam de tudo para não encenar essa tragédia. A população serrana do rio, neste início de ano, assiste e contracena mais uma vez com as conseqüências advindas das chuvas, que fizeram, até agora, quase 300 mortos e mais outras
centenas de desabrigados. Cidades destruídas, famílias desoladas, vidas levadas pela força da água, tudo isso me parece até um “Déjà vu”. Mas não, isso já aconteceu. Para quem recorda, sabe que, no primeiro dia de 2010, a cidade de Angra dos reis também foi vítima de enxurradas e deslizamentos de terra onde cerca de 50 pessoas deixaram o cenário da vida. Assim como em 2010, começamos o ano com mais uma tristeza,
logo hoje, que o terremoto do Haiti faz aniversário sem motivo algum para comemorar.
   Tudo isso, como já disse, me parece um vale pena ver de novo, onde sabe-se lá quem é o roteirista : A natureza ? A população?Os políticos? .Enfim, creio que esse não é o momento para procurar culpados, e sei também que ninguém vai querer assistir, novamente, a esse filme que todo o ano tem sua indicação garantida para o Oscar de maior catástrofe. Só que, infelizmente, nenhum“cineasta”, como sempre, quer se responsabilizar por essa estatueta